Criado no siteVocê na capa de NOVA ESCOLA.

Família e amigos

Mostrando postagens com marcador EJA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EJA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O EJA e o preparo para o trabalho


EJA e ensino profissional

A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino cujo objetivo é permitir que pessoas adultas, que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na idade convencional, possam retomar seus estudos e recuperar o tempo perdido.

Oferecer a modalidade EJA nos dias de hoje requer um novo pensar acerca das políticas educacionais e das propostas de (re) inclusão desses educandos nas redes de educação pública do nosso país. O que se tem pensado até o momento é que o trabalho pedagógico desenvolvido neste seguimento de ensino deva ser de cunho eminentemente alfabetizatório. No entanto, alfabetizar é somente a primeira parte do processo. O que não se pode é pensar que só alfabetização poderá garantir desenvolvimento social deste educando.

Para uma pessoa adulta que retoma seus estudos, o desejo maior é o de se preparar para o trabalho, de ter autonomia e de se dar bem profissionalmente. A abordagem metodológica neste sentido não deve ser desenvolvida com os mesmos parâmetros utilizados para se trabalhar com crianças. Um aluno com idade de 30 anos, por exemplo, retomando os anos escolares correspondente ao 4º ano do ensino fundamental não se interessará por uma atividade caracterizadamente infantil. Daí a necessidade de abordar conteúdos equivalentes, mas com uma linguagem adulta e que vá ao encontro daquilo que esse público deseja.

A educação é o maior e melhor instrumento gestor de mudança, através dela o homem consegue compreender melhor a si mesmo e ao mundo em que vive, dessa forma, a própria educação deve ser a primeira a aceitar e a acompanhar o desenvolvimento e suas especificidades, ou seja, renovar e promover a interação com o novo.

O Brasil já deu um grande passo nas questões que se referem a alfabetização de jovens e adultos, embora continuamos dentro da escola dos países com maior taxa de analfabetos. E o problema, como já mencionado, é que o adulto que procura a escola não quer apenas aprender a ler e a escrever, ele quer e necessita é de atualização com o contexto social em que vive e faz parte.

A defasagem escolar é grande, segundo a Lei 9.394/96 art. 37 “a educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma do regulamento”, dessa forma, e se realmente acontecesse o que está previsto em lei, teríamos muito mais jovens dentro das escolas. Em consequência do desemprego, a busca pelo ensino profissional e técnico aumentou significativamente. O jovem quer trabalhar, mas falta qualificação e oportunidades, principalmente a de concluir a educação básica e ter parcial domínio das novas tecnologias.

Exemplo dessa realidade pode ser vista nos cursos da modalidade PROEJA, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFGOIAS) da cidade de Goiânia, que no dia 27/04/2009 lançou 90 vagas para cursos desta modalidade. A procura é grande, a oferta é pequena, sem falar nos recursos utilizados para levar essa informação à população. A proposta é muito boa, mas falta mais dedicação, a maioria da população não fica nem sabendo da oportunidade, e os que ficam se deparam com a forte concorrência.

Em suma, o importante e que (re) pensemos nosso conceito de educação para jovens e adultos; fome de ler e vontade de aprender eles têm, só que de uma maneira mais ampla, característica de quem já tem experiência de vida, que necessita bem mais que a própria escrita e leitura convencional, necessita acima de tudo ler as entrelinhas impostas pela problemática de ser e estar plenamente exercendo a cidadania.

Por Giuliano Freitas
Graduado em Pedagogia
Equipe Brasil Escol

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vídeo: A triste partida (Patativa do Assaré)

Projeto: Gênero Cartas



“CORRESPONDÊNCIA DE NATAL – FAZENDO UMA CRIANÇA FELIZ”
JUSTIFICATIVA

Os alunos retornam ou mesmo iniciam seus estudos quando jovem ou adulto, por exigências profissionais, para adequar-se ao mundo social e para sentirem-se aceitos como membros participantes do cotidiano, ou seja, há uma necessidade dessa aprendizagem.
O adulto entra para a escola com grande bagagem de experiências vividas, mas isso não basta. É preciso ir além, aprofundar seus conhecimentos: ler, escrever, contar, raciocinar, expressar oralmente suas idéias, dúvidas e anseios.
Ao iniciar meu trabalho com a educação de jovens de adultos observei a dificuldade que a maioria tem de expressar seus sentimentos, pensamentos e idéias através da escrita. Um relato oral torna-se mais eficiente e tranqüilo ao compará-lo com o mundo da escrita.
Em várias situações do dia-a-dia, os jovens e adultos se deparam com momentos em que necessitam ler ou escrever uma carta. Este é um meio de se estabelecer uma comunicação com um interlocutor ausente e atentar-se para uma escrita coesa, coerente e de fundamental importância para sua vida.
“Encontramos cartas de diferentes tipos e funções, elas podem ser: de amor, pessoal, comercial, de reclamação, de solicitação, de leitor etc. Para que o aluno se familiarize com este gênero é necessário conhecer suas características específicas e analisar sua forma composicional padronizada: cabeçalho, desenvolvimento, despedida e identificação do remetente.”(Programa de Alfabetização Intensiva – Gêneros em Ação - SESI – SP – Volume Argumentar)
É através da leitura de cartas e da produção escrita que os alunos reconhecem sua forma composicional, além de aprenderem os critérios da linguagem formal (pontuação, paragrafação, ortografia, concordância, uso de letra maiúscula / minúscula), para assim desenvolver uma escrita clara, coesa, coerente e eficiente.
Aproveitando as festividades do Natal, para a compreensão da função desse gênero e da língua escrita padrão, os alunos do EJA – Fase II ( já alfabéticos ) se corresponderam com crianças carentes e aprenderam a importância do ato de solidariedade e amor.







OBJETIVO GERAL

Oferecer aos alunos ferramentas que ampliem suas possibilidades de participação social de maneira mais justa e igualitária através do gênero cartas, uma vez que, no exercício de suas relações sociais, deparam-se constantemente com situações de participação mais efetiva na sociedade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1 – Revelar conhecimento cotidiano a respeito de cartas
2 – Reconhecer e identificar os elementos que caracterizam a forma composicional da carta
3 – Ler e compreender uma carta
4 – Refletir sobre o uso das cartas
5 – Identificar o motivo para a produção de uma carta
6 – Produzir uma carta seguindo critérios como: paragrafação, sinais de pontuação, ortografia, uso de letra maiúscula e minúscula
7 – Reconhecer um envelope e preenchê-lo
8 – Perceber a importância do selo e o seu local no envelope
9 – Refletir sobre as diferentes formas de encaminhar uma carta
10 – Envolver-se com espírito de solidariedade no trabalho com o gênero cartas

CONTEÚDOS CURRICULARES

• Gênero cartas: A importância da produção deste gênero no dia-a-dia dos jovens e adultos
• Compreender, através da prática, a solidariedade entre as pessoas
• Paragrafação, sinais de pontuação, ortografia, uso de maiúscula e minúscula

Atividade: Música "A triste partida" de Patativa do Assaré

*Atividade coletiva:
A) Leitura feita pela professora da história de vida do poeta Antônio Gonçalves da Silva, conhecido por “Patativa do Assaré”.
B) Conversa com os alunos sobre o poeta e a importância de suas obras para o povo brasileiro.
C) A partir dessa atividade, os alunos farão um estudo sobre uma das obras deste poeta: “A triste partida” que mostra o descontentamento do sertanejo com os estados do nordeste e que vem à procura de São Paulo para se sustentar. Os alunos irão assistir ao vídeo, no Data Show, a música “A triste partida”. (Patativa do Assaré e Luiz Gonzaga)
D) Depois de assistirem ao vídeo, a professora irá questionar os alunos sobre o que entenderam dessa música e o que sentiram ao assisti-la.

*Atividade em grupos: Os alunos irão pesquisar em revistas e jornais algumas figuras que retratam a realidade do sertanejo de acordo com a música que assistiram e montar um mural. O mural será exposto na classe.

(A professora irá passar pelos grupos para a orientação dessa atividade)

*Atividade individual
A) Observando o mural, escreva algumas palavras e/ou frases relacionadas ao que acabamos de estudar.
B) Leia o trecho da música “A triste partida” e responda as seguintes questões:

A TRISTE PARTIDA (PATATIVA DO ASSARÉ)

Setembro passou, com outubro e novembro
Já tamo em dezembro.
Meu Deus, que é de nós?
Assim fala o pobre do seco Nordeste,
Com medo da peste,
Da fome feroz.

a) A palavra “tamo” é um modo de falar. Como escrevemos essa palavra corretamente na Língua Portuguesa?
b) O que você entendeu ao ler e ouvir o trecho: “Assim fala o pobre do seco Nordeste, com medo da peste, da fome feroz.”

Entrevista

*Atividade em grupos:
a) A professora vai digitar algumas perguntas, em tiras de papel, sobre o gênero que está sendo estudado, depois irá dobrar os papéis. Cada irá sortear a pergunta que deverá discutir com os colegas e registrar no caderno as respostas. Depois de responder cada pergunta, os grupos irão socializar com a classe suas conclusões. As perguntas seguem abaixo:

1 – O QUE É UMA ENTREVISTA?
2 – ENTREVISTA É IGUAL A UMA CONVERSA?
3 – QUE TIPO DE ENTREVISTAS VOCÊS JÁ LERAM OU OUVIRAM? DO QUE ELAS FALAVAM?
4 – O QUE É PRECISO SABER E FAZER PARA REALIZAR UMA ENTREVISTA?

b) Que tal vivenciar uma situação de entrevista? Sigam as orientações da professora.

• Escolher um colega do outro grupo para ser entrevistado. Convidem-no e confirmem sua aceitação, informando qual será o assunto da sua entrevista (siga algumas dicas da professora). Evite assunto de caráter pessoal.
• Elaborar uma lista de, no mínimo, cinco perguntas.
• Separar o material necessário para registrar a entrevista: papel, caneta,, etc.
(A professora vai passar nos grupos e corrigir as perguntas, dando sugestões para que o grupo melhore se for preciso)

*Atividade coletiva:
A) Apresentação da entrevista. (A parte escrita de cada grupo será entregue para a professora em folha avulsa)

Entrevista com o guarda


ENTREVISTA REALIZADA PELOS ALUNOS DO

PAI-FASE II COM O SENHOR JOSÉ LUIZ – GUARDA NOTURNO DO CE-334


ALUNOS: VOCÊ GOSTA DE SUA PROFISSÃO? POR QUÊ?

JOSÉ LUIZ: SIM, É UMA RESPONSABILIDADE. EU GOSTO DE CUIDAR DO PATRIMÔNIO DA ESCOLA.

ALUNOS: VOCÊ TEM MEDO DE TRABALHAR À NOITE? VOCÊ NÃO ACHA QUE É PERIGOSO?

JOSÉ LUIZ: MEDO EU NÃO TENHO, ACHO PERIGOSO EM TODO LUGAR.

ALUNOS: SUA FAMÍLIA NÃO ACHA RUIM DE VOCÊ TRABALHAR À NOITE?

JOSÉ LUIZ: MINHA ESPOSA NÃO GOSTA. SOMOS EVANGÉLICOS E EU ERA LÍDER DE UM GRUPO DA IGREJA, COMO EU PRECISEI TRABALHAR, ELA FICOU NO MEU LUGAR E AGORA JÁ ACOSTUMOU COM A IDEIA.

ALUNOS: O QUE VOCÊ MAIS GOSTA DE FAZER NO SEU TRABALHO?

JOSÉ LUIZ: EU GOSTO DE FAZER AS RONDAS A PARTIR DAS 22H PORQUE DISTRAI E TIRA O MEU SONO.

ALUNOS: O QUE VOCÊ PRETENDE NO FUTURO?

JOSÉ LUIZ: EU ESTOU ESPERANDO A MINHA APOSENTADORIA QUE SAI DAQUI 5 ANOS E PRETENDO COMPRAR MINHA CASA PRÓPRIA.

RELATO DO GRUPO SOBRE O TRABALHO:

“NÓS ACHAMOS ÓTIMO, AS RESPOSTAS DELE FORAM CORRETAS, GOSTAMOS MUITO DE SUA ATENÇÃO.”

PAI – FASE II

GÊNERO TRABALHADO: ENTREVISTA DE ESPECIALISTA

PROFª ANDRÉIA

NOVEMBRO/2009